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Nutricionista mostra como enfrentar risco de obesidade durante a pandemia

O confinamento em casa, a falta de atividade física, a ansiedade e a ociosidade podem fazer com que haja um aumento do consumo alimentar habitual.

Por Dpto. Jornalismo em 16/10/2020 às 08:51:47
Foto: Divulgação/CFN

Foto: Divulgação/CFN

O consumo de alimentos ultraprocessados e a falta de exercícios físicos provocados pela pandemia e pelo isolamento t√™m uma rela√ß√£o direta com as queixas frequentes, nesta fase, de ganho de peso. "Muita gente j√° afirmou ou ouviu alguém afirmar que ganhou peso nesta quarentena.

Isso é um quadro esperado, considerando a situa√ß√£o de ansiedade, durante o período de isolamento", afirmou a nutricionista residente do HU-UFSC Janine Puinelli Martins, ao relacionar o aumento de peso com o período da pandemia.

Segundo ela, o confinamento em casa, a falta de atividade física, a ansiedade e a ociosidade podem fazer com que haja um aumento do consumo alimentar habitual, principalmente de alimentos ultraprocessados, aqueles ricos em a√ßúcar, gordura, sal e aditivos químicos, que amenizam os sintomas de ansiedade, aumentando o nível de serotonina e dopamina no corpo, hormônios do prazer.

A nutricionista afirma que uma das solu√ß√Ķes para lidar com este quadro é identificar sinais do corpo e aprender a diferenciar a fome física da emocional. "A fome emocional é aquela que seleciona um alimento específico para saciar um sentimento – "como por que estou triste, por que estou feliz"", afirma.

Segundo ela, é possível estabelecer algumas estratégias para lidar com a fome emocional: realizando atividades que deem prazer, escutar música, desenhar, pintar, fazer uma videochamada com algum parente ou amigo, por exemplo.

"Além disso, é importante buscar se movimentar mais, mesmo que dentro de casa, e basear a alimenta√ß√£o, quando possível, em alimentos in natura e minimamente processados, aqueles que v√™m diretamente da natureza ou passam apenas por um processamento dentro da indústria: frutas, verduras, arroz, feij√£o", sugere a profissional, que encerra com uma mensagem de otimismo: "Aos poucos vamos voltando a uma rotina de estilo de vida mais saud√°vel".

Fonte: HU-UFSC

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