Em live, Xuxa defende teste de medicamentos em prisioneiros: "Poderiam ajudar nesses casos"

A apresentadora disse ter usado produtos testados em animais por muito tempo, mas que tem buscado alternativas desde que virou vegana

Foto: Reprodução

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Durante live realizada no Instagram da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), a apresentadora Xuxa disse ser favorável que produtos cosméticos e remédios sejam testados em prisioneiros e não em animais. A transmissão aconteceu nesta sexta-feira, 26.

"Eu tenho um pensamento que pode parecer muito ruim para as pessoas, desumano. Na minha opinião, existem muitas pessoas que fizeram muitas, muitas coisas erradas e estão aí pagando pelos seus erros. Poderiam ajudar nesses casos", disse a apresentadora, que continuou: "Pelo menos serviriam para alguma coisa antes de morrer, para ajudar a salvar vidas".

Em seguida, Xuxa se explicou dizendo que as pessoas não podem passar sessenta anos na cadeira que poderiam "usar" suas vidas para ajudar os outros. "Vai vir um pessoal dos Direitos Humanos e dizer que "não, eles não podem ser usados". Mas acho que se são pessoas que está provado que irão passar sessenta anos na cadeia, cinquenta anos na cadeia e que irão morrer lá, acho que poderiam usar ao menos um pouco da vidas delas para ajudar outras pessoas".

A apresentadora disse ter usado produtos testados em animais por muito tempo, mas que tem buscado alternativas desde que virou vegana.

Pedido de desculpas

Xuxa, que gerou uma grande polêmica após participar de uma live sugerindo o uso de detentos para cobaias de vacinas e medicamentos, voltou às redes sociais para pedir desculpas. Em um vídeo de pouco mais de dois minutos, a apresentadora afirmou que errou em suas palavras.

"Agora são mais ou menos duas horas da manhã do dia vinte e sete de março, dia do meu aniversário. Antes de dormir, resolvi falar com vocês. Estou aqui pedindo desculpas a todos vocês. Não usei as palavras certas. Pensei uma coisa, pensei muitas coisas, quis falar sobre muitos assuntos, e não fugir do assunto que era dos animais, dos maus tratos, pessoas que fazem muitas coisas maltratando vidas. Mas eu fiz a mesma coisa. Também julguei, também maltratei e também usei palavras que não deveriam ter sido usadas, então estou aqui pedindo desculpas", começou ela.

Em outro trecho, a apresentadora garantiu que não teve a intenção de ofender ou sugerir maus tratos a presidiários ou a qualquer outra pessoa.

"Algumas pessoas usaram a expressão que eu fui falando de raças, de negros, de presidiários negros, pobres. Não me passou nada disso na cabeça. Me veio uma coisa que é: uma pessoa estupra uma criança, que fica em um presídio, anos ali. Poderia pensar em ajudar outras pessoas de alguma maneira. É errado? É errado. Me expressei mal? Me expressei mal", desabafou.

"Sei que a gente tem umas falhas no Brasil, e uma delas é essa. Quem sou eu para dizer que essas pessoas estão ali e devem ficar ali ou morrer ali? Quem sou eu para fazer isso? Se eu faço isso, estou sendo ruim tanto quanto essas pessoas que também maltratam outras vidas e que não deveriam fazer isso", finalizou a apresentadora.