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Exportações de Santa Catarina caem 3,5% em janeiro

Por Marcos Herbert em 10/02/2020 às 07:53:46
Foto: Sirli Freitas/Diário Catarinense

Foto: Sirli Freitas/Diário Catarinense

Diante da economia fraca no mercado internacional e do pessimismo com o coronavírus, as exportações catarinenses fecharam janeiro com receita de US$ 579,16 milhões, uma queda de 3,5% frente ao mesmo mês do ano passado.

O que pesou mais para esse resultado negativo das vendas externas foi a retração de 21,3% nas receitas com carnes de aves, o principal produto de exportação de Santa Catarina, que respondeu por 20,7% do total no mês.

Também tiveram retração dois outros produtos importantes: a soja, que teve recuou de 34,9%, e partes de motores, com queda de 22,3%. Os dados foram organizados pelo Observatório da Indústria de SC, do Sistema Fiesc.

O salto no faturamento das exportações de carne suína, com alta de 78,9% frente a janeiro de 2019, não foi suficiente para compensar as demais perdas de SC. Apesar do resultado negativo no faturamento com as vendas externas, o Estado ficou bem melhor do que o Brasil que teve recuo de -20,2% em função, principalmente, da retração de vendas de petróleo, minério de ferro e soja.

As importações surpreenderam positivamente diante das condições adversas: cresceram 0,7% em janeiro frente ao mesmo mês do ano passado e alcançaram US$ 1,494 milhões. Não seguiram o resultado nacional, que teve retração de -1,4%. O destaque nas importações foi o cobre, que respondeu por 4,6% das compras do Estado.

Quanto a destino das exportações, a China foi o principal mercado. Levou 18,41%, o maior percentual dos últimos anos. Em segundo lugar ficaram os Estados Unidos com 13,60%, seguidos pelo Japão, 5,32%; Argentina, 5,09% e uma queda de 26,68% no período; mais o México, com 4,84%.

Presidente da Acav aponta razões para a queda

Chamou a atenção o fato de SC ter registrado queda superior a 20% na receita de exportações de frango em janeiro enquanto a média nacional foi um crescimento de 14,9%. Segundo o presidente da Associação Catarinense de Avicultura (Acav), José Antônio Ribas Junior, são diversas razões que levaram a isso.

Ele observa que Santa Catarina é um tradicional exportador para mercados centrais como Europa e China. Em janeiro, diversos portos europeus são fechados em função da queda de neve e, neste ano, alguns portos chineses também suspenderam atividades em função das medidas contra o coronavírus.

Além disso, os importadores chineses estão pressionando agroindústrias catarinenses para renovarem contratos por valores mais baixos considerando o problema de saúde e questões conjunturais, mas as empresas catarinenses não estão cedendo, observa Ribas Junior.

Segundo ele, empresas de outros Estados venderam mais porque atuam em mercados diferentes, como África do Sul, Hong Kong e Cingapura.

- Minha percepção é de que os negócios para o Estado, em fevereiro, devem ser tão ruins quanto em janeiro. A melhora deve vir em março – prevê o presidente da Acav.

Fonte: DC

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