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Cotados para liderar equipe de transição de Lula já se envolveram em escândalos

Geraldo Alckmin, Fernando Haddad e Wellington Dias têm histórico polêmico, como acusações por corrupção e falsidade ideológica

Por Rádio Onda Positiva em 01/11/2022 às 14:26:45

Foto: Divulgação/Internet

A campanha do presidente eleito do Brasil, Luiz In√°cio Lula da Silva (PT), cogita tr√™s nomes para o posto de coordenador da equipe que far√° a transição de governo com o presidente Jair Bolsonaro (PL): o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), o senador eleito e ex-governador do Piauí, Wellington Dias (PT-PI), e o candidato derrotado para o governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT).

Em comum, os tr√™s j√° responderam a processos na Justiça pelo envolvimento em pol√™micas. Em 2020, Alckmin foi denunciado pelo Ministério Público Eleitoral e virou réu por corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral por suposto caixa 2 de R$ 11,9 milhões pagos pela Odebrecht nas campanhas de 2010 e 2014, anos em que ele disputou o governo de São Paulo e foi eleito.

O primeiro repasse, em 2010, teria sido efetuado por intermédio do escritório de Adhemar Ribeiro, cunhado de Alckmin. Os pagamentos constam nas planilhas do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht, respons√°vel pela contabilidade das propinas.

Em 2014, o esquema teria contado com a participação do então tesoureiro de campanha Marcos Monteiro, que teria atuado ao lado da Odebrecht na autorização, planejamento e execução dos pagamentos da propina. De acordo com a denúncia, os repasses foram feitos em 11 parcelas, totalizando R$ 9,3 milhões. O processo ainda est√° em aberto. Em março deste ano, a Justiça Eleitoral ratificou a denúncia.

Haddad é réu em uma ação civil pública de improbidade administrativa na qual é suspeito de envolvimento em irregularidades na implantação da ciclovia Ceagesp–Ibirapuera. A obra, que foi realizada quando ele era prefeito de São Paulo, tem 12,4 quilômetros de extensão e foi contratada sem licitação.

Segundo o Ministério Público, a ciclovia teria sido superfaturada: cada quilômetro saiu por mais de R$ 4 milhões, ou quase seis vezes mais do que foi pago à mesma construtora em governos anteriores. A investigação do Ministério Público começou em 2016, último ano de Haddad como prefeito, e ainda não foi concluída.

Além disso, em 2019, Haddad foi condenado a quatro anos e seis meses de prisão pelo crime de falsidade ideológica para fins eleitorais. De acordo com a sentença, houve 258 declarações falsas de despesas com gr√°fica na prestação de contas da candidatura dele à prefeitura de São Paulo, em 2012. Em 2021, no entanto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo absolveu Haddad por aus√™ncia de provas.

J√° Wellington Dias foi alvo de investigação da Polícia Federal em 2020, que apurou desvios de recursos da ordem de R$ 50 milhões da Secretaria de Educação do Piauí por meio de pagamentos superfaturados em contratos de transporte escolar.

De acordo com as investigações, de 2015 a 2016, servidores da √°rea administrativa da Secretaria de Educação do estado se associaram a empres√°rios do setor de locação de veículos para superfaturamento de contratos de transporte escolar e desviaram R$ 50 milhões de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação B√°sica (Fundeb) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate).

Fonte: R7 NOT√ćCIAS

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